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Precisamos “brigar” pela formação de leitores

Já trabalhei em muitas escolas e quem me conhece, sabe que sou uma eterna incentivadora da leitura, assim como meus colegas professores e muitos pais.

Por ano, o brasileiro lê em média 2,43 livros, como mostrou a pesquisa divulgada na 4ª edição dos “Retratos da Leitura no Brasil”, desenvolvida em março de 2016, pelo Instituto Pró-Livro. De acordo com o professor Harry Carvalho, vários fatores podem contribuir para a falta de costume em ler, como a desigualdade social, o analfabetismo, a falta de estrutura familiar e o educacional.

É preciso reverter esse quadro. Uma pesquisa recente apontou que alunos do Ensino Médio no Brasil não sabem interpretar um texto, nem as operações matemáticas.

Reverter como? Os pais comprando livros para seus filhos lerem? Lendo os livros da Biblioteca Municipal? Lendo os livros das Bibliotecas de escola

Sabe-se por matérias publicadas nas diversas mídias que no Brasil, há escolas em situação degradante em vários aspectos, seja na falta de professores, na falta de adequação física, seja na falta de recursos para a aquisição de livros.

No entanto, sabe-se que há muitas escolas em que a realidade é outra. Quero ressaltar a diferença no que concerne aos recursos bibliográficos. Como exemplo, usarei a biblioteca de um Colégio onde trabalhei em Umuarama, um em Cruzeiro do Oeste e um onde trabalho.

Através desas bibliotecas que citei, o aluno pode viajar do universo infantil de Monteiro Lobato ao mundo real apresentado por Jorge Amado.

Através dessa Bibliotecas, é possível o aluno viajar no universo do Romantismo Brasileiro, passando por José de Alencar, Bernardo Guimarães, Manuel Antônio de Almeida e Visconde Taunay.

Através dessas Bibliotecas, é possível o aluno ter um choque de Realismo, através da leitura da Tríade Machadiana: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borbas.

Choque maior, o aluno pode ter com a leitura de “O Cortiço”, obra naturalista escrita por Aluísio de Azevedo. Obra que mostra o formigamento humano no cortiço construído por João Romão.

Além dessas obras da Literatura Brasileira e de outras não citadas, o aluno pode se deparar, nessas Bibliotecas, com um universo a sua frente quando visita prateleiras e mais prateleiras de livros de todos os gêneros, meticulosamente, separados de acordo com as séries escolares.

É uma vitrine para quem procura o saber, o conhecimento, o prazer e a emoção.

É uma vitrine para quem sabe a importância que a leitura tem na formação humana.

É uma vitrine para os professores, que sabem que é impossível seu aluno crescer como pessoa, se não tiver a leitura como ponto de partida.

Da mesma forma que o Brasil passou os últimos anos brigando, através das mídias sociais para eleger esse ou aquele presidente e continua brigando, é preciso “brigar” para que a leitura entre as pessoas seja uma constante.

É preciso “brigar” para que as pessoas não tenham horror a “textão”. O valor de um texto não se mede pelo tamanho, mas sim, pelo seu conteúdo.

É preciso “brigar” para que as pessoas leiam um texto e não o interpretem a seu bel-prazer, ou seja, não interpretem como convém a seus próprios interesses. Interpretar é sinônimo de seriedade e respeito ao que o texto traz de explícito e de implícito.

É preciso “brigar” para que as pessoas realmente se tornem leitoras e adquiram o dom do discernimento. Um dom que possibilita uma boa argumentação, uma argumentação sólida, pautada em pesquisas sérias e não em “achismos”.

É preciso “brigar” para que todas as crianças, adolescentes e jovens tenham em suas escolas, Bibliotecas como essas que citei. Ter esse recurso disponível, não pode ser privilégio de alguns. Tem que ser uma constante no Brasil.

Ler ajuda a interpretar. ✔

Ler aguça o senso crítico. ✔

Ler impede que a pessoa fale besteira. ✔

Ler impede a ignorância. ✔

Ler impede que sua cidade, seu estado e seu país andem para trás.

Ler impede a ignorância. ✔

Ler impede que haja desunião entre os povos, pois quem pensa se humaniza.

Ler impede a ignorância. ✔

Quem pensa se solidariza.

Quem pensa caminha para frente.

É preciso comprar livros para reverter o quadro? Quem puder, compre. Admiro quem presenteia os filhos com livros.

Ler os livros da Biblioteca Municipal para reverter o quadro? Por que não? Faça a carteirinha do seu filho e cultive nele o hábito de ler. Não é função só da escola. Mas… leia também, o exemplo é o melhor caminho, o exemplo vem dos pais.

Ler livros da Biblioteca das escolas para reverter o quadro? Leitura é matéria escolar. Claro que sim! No Brasil, há inúmeras Bibliotecas escolares, assim como às três que eu citei. Opção não falta. Quero dizer que os alunos dessas três escolas são privilegiados pelo acervo bibliográfico que elas possuem. São donos de uma riqueza imensurável. ✨

Vamos nos unir e “brigar” nas redes sociais pela formação de novos leitores. Quando isso ocorrer, as divisões deixarão de existir. ✨

Edeliar Torres Saraiva

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Psicóloga – PUC-MG

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